domingo, 20 de abril de 2008

O que Salinger quis dizer com isso:


"Uma porção de garotinhos brincando de alguma coisa em um baita campo de centeio e tal.
Milhares de garotinhos, e ninguém por perto - quer dizer, ninguém grande - a não ser eu. E eu fico na beirada de um precipício maluco. Sabe o que que eu tenho que fazer? Tenho que agarrar todo mundo que vai cair no abismo. Quer dizer, se um deles começa a correr sem olhar aonde esta indo, eu tenho que aparecer de algum canto e agarrar o garoto. Só isso que eu ia fazer o dia todo. Ia ser só o Apanhador no Campo de Centeio... Sei que é maluquice". (Holden Caulfield)

Seria, Holden Caulfield, pedófilo!?

terça-feira, 25 de março de 2008

Há deus mundo cruel?

Por que será que a grande maioria das pessoas admite tão facilmente a existência de um Deus?

Só para lembrar, estamos falando de um ser auto-suficiente, que sempre existiu, está em todos os lugares ao mesmo tempo, tem todas as respostas para todas as perguntas e tudo pode. Criou o Universo, que também é infinito, o planeta terra com todas as suas criaturas e como um grande pai vive a nos conceder graças e desgraças a sua própria vontade.

Tudo bem, não vou dizer que não é possível, juro por Deus que não vou dizer. Vou fazer apenas como a maioria das pessoas, torcer para que seja verdade.

sábado, 1 de março de 2008

Utopia

Eu queria...

Poder ser comunista sem ser chamado de ultrapassado

Capitalista sem ser egoísta

Realizar desejos sem desagradar a Deus

Acreditar em Deus sem contradizer meu ceticismo quase ateu

Admitir que tenho medo de admitir o medo

Desdenhar um câncer

Morrer sem temer morrer

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Fardo

O inseto debatia-se em desespero numa tentativa pouco provável de fuga. A aranha, muito rápida e com movimentos frenéticos, o envolvia em sua teia. O destino da vítima parecia certo, no entanto, continuava a mover-se para escapar da armadilha.

A aranha o tinha sob controle, punha-se a tecer uma espécie de casulo imobilizador enquanto seu prisioneiro, a despeito disso, tentava se movimentar para escapar da morte.

Preso a teia, prestes a ter seu sangue drenado para servir de nutriente a aranha, o inseto sentia-se ainda suficientemente motivado a sair dali com vida. A aranha, fria como todo caçador, apenas terminava o trabalho de empacotar sua presa para mais tarde no jantar.

Eu bem que poderia tirar vantagem do meu tamanho e interferir em favor do inseto. Mas aprendi. Cada qual tem o seu fardo.



sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Ligação interceptada pela Polícia Federal

- ...eu sou tranceiro, o que é o mesmo que dizer que sou um cara super moderno, antenado, bombado e flúor.

Meu estilo preferido, claro, é o psy trance, muita fritação cara. Posso dizer que sou um cara, tipo assim...frito saca?

- Ta bom cara, mas manera ai na linguagem.

- Hã!?

sábado, 20 de outubro de 2007

Em tempos de Tropa de elite


O filme Tropa de elite tem provocado inúmeras reflexões. Quem diria que um filme que tem policiais como protagonistas pudesse ser capaz da tal feito. Já começou suscitando um debate sobre a pirataria antes mesmo de chegar aos cinemas. O diretor foi acusado de ser fascista, Wagner Moura que parecia ser uma unanimidade nacional foi chamado de mau ator por um famigerado jornalista de uma famigerada revista que nem havia assistido ao filme e só conhecia Wagner Moura por “meia dúzia de fotos”, segundo ele próprio. Enfim, teve de tudo, gente que gostou porque considera a postura truculenta dos policiais do filme a melhor maneira de tratar a bandidagem. Gente que não gostou porque não concorda com a reutilização de sacos plásticos como instrumentos de tortura, ou porque simplesmente não gostam de ver a realidade. Mas de todas as questões levantadas, nenhuma é mais polêmica do que a da legalização das drogas como solução para a violência do tráfico. Aliás, talvez tenha uma ainda mais controversa, a da responsabilidade do usuário de drogas pela violência nas grandes cidades. No filme, na visão dos policiais, a culpa pela existência do traficante é do usuário. Eu acho mesmo que o usuário tem sua parcela de responsabilidade, assim como tem culpa do desmatamento da Amazônia aquele que aprecia uma boa picanha. Afinal de contas, a agropecuária tem devastado enormes áreas de florestas, além de ser a causa de outros grandes desastres ambientais. Por exemplo, você que não fica sem o seu leitinho com Toddy antes de dormir, é um dos maiores culpados pelo aquecimento global e pelo buraco na camada de ozônio, a criação de gado está diretamente ligada a emissão de gases nocivos na atmosfera que potencializam esses problemas.

Eu tenho uma solução, vamos prender os usuários de drogas, os bebedores de leite e os comedores de picanha, e libertar os traficantes. Uma vez livres destes facínoras viciados em leite com Toddy, cocaína e maconha, estaremos a salvo do aquecimento global a da violência do tráfico.

sábado, 6 de outubro de 2007

Verbo único

Traçado o ponto de fuga, pegue a linha do horizonte

Não há o que temer

Entre as curvas, evolutiva e civilizatória, existe uma ponte

Lá embaixo, no fundo, o rio do tempo

Rumo ao infinito de realidades múltiplas

Pluriverso

Escrito sobre linhas tortas