
O filme Tropa de elite tem provocado inúmeras reflexões. Quem diria que um filme que tem policiais como protagonistas pudesse ser capaz da tal feito. Já começou suscitando um debate sobre a pirataria antes mesmo de chegar aos cinemas. O diretor foi acusado de ser fascista, Wagner Moura que parecia ser uma unanimidade nacional foi chamado de mau ator por um famigerado jornalista de uma famigerada revista que nem havia assistido ao filme e só conhecia Wagner Moura por “meia dúzia de fotos”, segundo ele próprio. Enfim, teve de tudo, gente que gostou porque considera a postura truculenta dos policiais do filme a melhor maneira de tratar a bandidagem. Gente que não gostou porque não concorda com a reutilização de sacos plásticos como instrumentos de tortura, ou porque simplesmente não gostam de ver a realidade. Mas de todas as questões levantadas, nenhuma é mais polêmica do que a da legalização das drogas como solução para a violência do tráfico. Aliás, talvez tenha uma ainda mais controversa, a da responsabilidade do usuário de drogas pela violência nas grandes cidades. No filme, na visão dos policiais, a culpa pela existência do traficante é do usuário. Eu acho mesmo que o usuário tem sua parcela de responsabilidade, assim como tem culpa do desmatamento da Amazônia aquele que aprecia uma boa picanha. Afinal de contas, a agropecuária tem devastado enormes áreas de florestas, além de ser a causa de outros grandes desastres ambientais. Por exemplo, você que não fica sem o seu leitinho com Toddy antes de dormir, é um dos maiores culpados pelo aquecimento global e pelo buraco na camada de ozônio, a criação de gado está diretamente ligada a emissão de gases nocivos na atmosfera que potencializam esses problemas.
Eu tenho uma solução, vamos prender os usuários de drogas, os bebedores de leite e os comedores de picanha, e libertar os traficantes. Uma vez livres destes facínoras viciados em leite com Toddy, cocaína e maconha, estaremos a salvo do aquecimento global a da violência do tráfico.